Açaí e caldo de cana transmitem doença de Chagas mesmo? Médico comenta

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Açaí e caldo de cana transmitem doença de Chagas mesmo? Médico comenta

Na escola, aprendemos que a transmissão da doença de Chagas ocorre pelo contato com as fezes do inseto barbeiro, mas esse não é o único meio de contágio.

A seguir, entenda como a condição é propagada e o que fazer para evitá-la:

O que é?

A doença de Chagas é uma condição causada pelo parasita Trypanosoma cruzi, encontrado nas fezes de alguns insetos, sendo que o mais conhecido é o barbeiro.

Como se manifesta?

A doença gera febre por mais de sete dias e sempre vem acompanhada de ao menos um dos seguintes sintomas:

  • Inchaço no rosto ou membros inferiores e/ou superiores
  • Problemas cardíacos como taquicardia e mudança nos batimentos
  • Manchas avermelhadas e irritação na pele
  • Dor no corpo
  • Inchaço indolor ao redor dos olhos

Açaí e caldo de cana causam doença de chagas?

Segundo o cardiologista Laercio Natal Fonseca Júnior, da Clínica Megamed, o ciclo de transmissão “tradicional” ocorre quando o barbeiro se alimenta do sangue da pessoa atingida e, enquanto faz isso, defeca no local. Quando a ferida é coçada, o parasita das fezes chega à corrente sanguínea e se espalha.

“Porém, nos últimos anos, foram registrados quadros de doença de Chagas transmitida pela cana-de-açúcar e açaí”, ressalta o especialista.

Acontece que os insetos infectados pelo parasita são acidentalmente triturados junto com o açaí ou com a cana, o que faz com que quem consuma esses alimentos desenvolva a doença. O risco é maior em regiões com controle sanitário pouco efetivo.

Parasita continua ativo mesmo após ser congelado

Mesmo que haja congelamento dos alimentos, o que é frequente com a polpa do açaí, o alimento contaminado continua nocivo à saúde, visto que o parasita é resistente a temperaturas baixas.

Como evitar?

Quando inteiros, os insetos transmissores da doença de Chagas são facilmente vistos nesses frutos. Após a trituração, a identificação a olho nu se torna impossível.

A dica para o consumidor evitar o risco é buscar produtos industrializados com registro no Ministério da Agricultura, os quais passam por técnicas de lavagem e pasteurização que eliminam o parasita.

Já para quem prefere se arriscar ao tomar a polpa ou caldo fresco, a dica é higienizar bem os frutos antes da trituração.

 

 

 

Fonte: VIX

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